EM DÚVIDA, PRÓ-POVO: PLEBISCITO CONTRA O ROUBO

A menos de uma trapaça de última hora, o atual ocupante da presidência da República deverá sair do cargo direto para a cadeia. Claro, haverá um embuste legal de última hora, que, aliás, não será a última, penúltima, nem mesmo a antepenúltima. Legislativo e Judiciário se entendem às turras, gastando tempo até que tudo possa ser arquivado por falta, não de provas, mas de memória. Da pantomima participarão algumas legendas da esquerda, com coroinhas infiltrados em todos os grupos amamentados na predação do poder. Quem se decepcionar com o PCdoB ganhará atestado de noviço; nem por isso estará livre de difamação, se reclamar. Em matéria de assassinato de caráter não há diferença entre as Organizações Globo e algumas organizações da esquerda oficial.

Mesmo com ajuda, é mambembe a legalidade dos atos do Executivo desde a ocupação da presidência por Michel Temer. Pessoas incursas em múltiplos artigos do código penal deliberando sobre emprego e renda de milhões de assalariados mutila o bom senso. Está comprovada a rotina de extorsão empresarial em troca de facilidades administrativas e políticas.  Ao ocuparem o poder, Michel Temer, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima, entre outros detentos potenciais, já o fizeram como criminosos incógnitos. Eram criminosos quando convidados a participar do governo de Dilma Rousseff; ainda antes, nos mandatos de Luiz Lula da Silva; e há mais de década, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Perdem-se no tempo os laços entre as diversas máfias competitivas, disputando cargo e verba sem limite de escrúpulo. Qual a diferença a gerar séria dúvida constitucional?

A diferença consiste na inédita autonomia concedida à tropa para tomar decisões fundamentais para a população e o País. Políticas econômicas, diplomáticas, de segurança nacional e proteção social sempre estiveram sob o controle das autoridades maiores e a salvo das máfias competitivas, às quais restava o saque ao orçamento de outras áreas de governo. Foi em 2016 que a tropa de malfeitores recebeu as chaves do Tesouro. Se, em circunstâncias anteriores, tratou-se de processar este ou aquele meliante apanhado em flagrante delito, a segregação dos mafiosos impedia transformar o extrativismo clandestino em política de Estado. Eis a diferença atual: o País enfrenta o vandalismo de veterano exército de predadores premiado com soberania decisória. Nada a ver com pés-de-chinelo aproveitando-se da distração do passante. A corrupção não é endêmica, é crônica.

O inédito requer consulta ao poder originário: um governo legalmente eleito deve convocar um plebiscito autorizativo para a revisão de todas as políticas empreendidas pelo grupo homiziado em Brasília. Contra a soberania outorgada, venha a soberania virginal. Não é demanda para frentes de responsabilidade difusa: o compromisso pede a responsabilidade pessoal e pública de um estadista.

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